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Depois do PPM e do MPT, PSD coliga-se com sindicato de tanoeiros e grupo de turistas japoneses

O PSD continua a mostrar-se interessado em alargar a coligação eleitoral que disputará as próximas eleições legislativas, acabando de estabelecer acordos com mais duas entidades: o Sindicato dos Tanoeiros do Sul e Ilhas (STSI) e um grupo de cerca de 46 turistas japoneses que se encontravam em frente do Palácio de São Bento a tirar fotografias de forma frenética e foram recrutados por um elemento anónimo da direcção social-democrata.

Anteriormente, o maior partido da coligação governamental que sustentou o actual governo, tinha já substituído o acordo com o CDS-PP por acordos com o Partido Popular Monárquico e com o Movimento o Partido da Terra, procurando beneficiar com os cerca de 30.000 votos que os dois partidos alcançaram em conjunto nas últimas eleições legislativas e que correspondem a cerca de 0,51% do total, uma percentagem que não é suficiente para eleger um deputado inteiro mas poderá chegar para eleger uma perna ou mesmo um braço se algum dia a legislação for alterada para permitir a eleição de partes de corpos isoladas.

Esta coligação com o PPM e o MPT surpreendeu os próprios dirigentes dos partidos em questão que não conseguiram perceber quais os benefícios que um dos maiores partidos portugueses poderia alcançar com uma manobra deste tipo e levando os analistas a considerar que os sociais-democratas têm medo de enfrentar as eleições sozinhos e precisam de alguém para culpar se as coisas correrem mal. O secretário-geral do MPT, Ferreira dos Santos, reconhece que “parece óbvio que o nosso partido terá mais a ganhar do que o PSD mas preferimos não falar no assunto. Sempre achámos que tivesse havido um engano qualquer e que alguém daria por isso antes de o acordo estar assinado.” Em relação ao PPM, o seu vice-presidente, o fadista marialva Nuno da Câmara Pereira, refere que “tem havido um grande desnível entre os resultados de um e outro partido mas o PPM vai mostrar que também tem propostas válidas e exequíveis a apresentar como, por exemplo, aquela minha velha ideia de dragar as nossas águas territoriais para proceder à prospecção de minérios no fundo do mar ou a construção de uma torre que permitisse ligar a Terra à Lua através de um elevador a jacto.”

Os novos parceiros de coligação trarão também um contributo que enriquecerá a proposta eleitoral do PSD e poderá até cativar novos eleitores. O Sindicato dos Tanoeiros do Sul e Ilhas pretende alertar a opinião pública para a importância da milenar arte da tanoaria e promete um barril para cada dois portugueses até 2010. Quanto ao grupo de turistas japoneses, fonte próxima do PSD revela que nenhum fala português mas espera-se que tragam um sabor oriental às eleições legislativas e beneficiem o país com a tradicional organização e sentido de dever nipónicos, ao mesmo tempo que registam em fotografia digital e vídeo todos os aspectos do processo eleitoral.