Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Descarga em massa dos autoclismos da ONU coincidiu com discurso de Durão Barroso

O responsável pelo sistema de canalizações do edifício-sede da ONU em Nova Iorque, confirmou à Inépcia que houve uma descarga em massa de todos os autoclismos das várias casas de banho do edifício precisamente no momento em que o primeiro-ministro português, Durão Barroso, iniciava o seu discurso na Assembleia-Geral. O monumental afluxo de água às instalações da ONU ter-se-á reflectido no resto da cidade, sobretudo nas zonas mais próximas em que a água terá faltado durante mais de duas horas.

Esta coincidência explica-se pelo facto de os elementos integrantes das várias delegações presentes terem aproveitado o discurso de Durão para aliviar as respectivas bexigas, numa sessão de discursos que já ia longa, e comerem qualquer coisa, preparando-se para continuar a maratona.

No seu discurso, o primeiro-ministro apelou à continuação do auxílio internacional na reconstrução do Iraque e alertou para a necessidade de reestruturação de alguns órgãos da ONU de forma a torná-los mais eficientes. Estas palavras pertinentes e que reflectem a conjuntura internacional foram ouvidas por alguns tradutores e por uma funcionária que despejava cinzeiros, já que não se encontrava mais ninguém na sala, nem mesmo os restantes elementos da delegação portuguesa, o que não abalou a motivação de Durão que veio a Nova Iorque decidido a mostrar à comunidade internacional “o empenho de Portugal em fazer parte do pelotão da frente da luta contra o terrorismo” e também por “já estar habituado a falar sozinho.”

Findo o discurso, o primeiro-ministro abandonou a sala e juntou-se ao presidente francês, Jacques Chirac, e ao presidente brasileiro, Lula da Silva, envolvidos numa acesa discussão subordinada ao tema: “Disfarça. Ele vem aí.”

A aparente indiferença da comunidade internacional às opiniões de Portugal e, sobretudo, às opiniões de Durão Barroso, é desmentida pelo secretário de Estado americano, Colin Powell nos seguintes termos: “Portugal é um bom aliado dos Estados Unidos na sua luta pela defesa da democracia e sempre foi. É falso que não ouçamos com muita atenção as opiniões do nosso grande amigo, o primeiro-ministro António... Joaquim... Paco?” Powell aproveitou ainda para negar veementemente que, quer ele, quer George Bush, tenham ido à casa de banho precisamente quando Durão Barroso se preparava para discursar visto que “nessa altura, já íamos a caminho da Casa Branca.”

Também Durão Barroso nega que os restantes líderes internacionais, mesmo os de países afastados das esferas de decisão, não o queiram por perto e, quando não podem evitar a sua presença, façam tudo para se afastar, remetendo a saída simultânea da sala dos integrantes das delegações dos 191 países membros da ONU para o campo da “coincidência.” “Isso são comentários maldosos desprovidos de qualquer fundamento,” considera, “E para provar que assim é, ainda há pouco estive a discutir durante largos segundos as soluções possíveis para a situação no médio oriente com os primeiros-ministros de Tonga e da Guiné Equatorial. Infelizmente, tiveram de se retirar com dores de cabeça. Deve ser algum vírus tropical.”

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