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Santana Lopes referido como possível alto comissário para as quarentonas divorciadas de classe alta

António Guterres poderá estar a um pequeno passo de deixar de ser o único alto comissário português da ONU se se confirmarem os rumores de que Kofi Annan pretende convidar um outro ex-primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, para assumir o cargo de alto comissário para as quarentonas divorciadas de classe alta. Trata-se de um cargo recém-criado como sinal de que as Nações Unidas estão empenhadas em prestar auxílio a um sector da sociedade tão problemático como as mulheres acima dos quarenta anos com rendimentos elevados e um ou vários casamentos mal sucedidos.

"Os refugiados têm problemas sérios," refere o secretário-geral das Nações Unidas, "mas a fome, a guerra e a miséria não se comparam aos dilemas existenciais de alguém que não consegue decidir se há-de passar a manhã a comprar roupa, a fazer cardiostep num ginásio da moda ou a comer o jardineiro em troca de um rolex novo."

A escolha de Santana Lopes foi consensual depois de Vítor Espadinha ter sido eliminado por não conhecer pelo nome os porteiros da Kapital. Entre os muitos méritos que fazem de Santana o homem ideal para o cargo estão o à-vontade no trato com as quarentonas divorciadas de classe alta, a vastíssima carteira de contactos e a mestria em duas das dezassete posições fundamentais do Kama Sutra, o milenar guia diplomático indiano.

O provável alto comissário já manifestou a sua disponibilidade total para assumir o cargo até porque não tem mais nada para fazer e não consegue convencer ninguém de que continua a ser o presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Como primeira medida, promete abrir um centro de acolhimento para quarentonas divorciadas de classe alta que será instalado de forma temporária no seu quarto.

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