Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Duque de Bragança nega ligações à prostituição

D. Duarte Pio, pretendente ao trono de Portugal, nega terminantemente quaisquer ligações ao negócio da prostituição e do alterne em Bragança referidos na edição europeia da revista Time. Esta posição do homem que seria rei se, em 1910, um grupo de republicanos não tivesse decidido que tinham o direito de escolher quem arruinava o país, relaciona-se com o facto de um dos seus títulos nobiliárquicos, ser, precisamente, o de “Duque de Bragança.”

“É só um título,” desculpa-se o Duque, “Como tenho outros.” Com efeito, para além de Duque de Bragança, o herdeiro do trono é também Duque de Barcelos, Conde de Arraiolos, Marquês do Intendente, Conde de Monsanto e Visconde da Trindade, entre outros títulos, verificando-se que o ducado de Bragança não é o único a poder ligá-lo à mais antiga profissão do mundo, apesar de D. Duarte desmentir a existência de uma ligação prolongada entre a família a que pertence e a prostituição. “É normal que tenha havido um caso ou outro de antepassados meus que não se portaram como deviam mas isso não é motivo para generalizações,” considera.

Partidários da monarquia oriundos de vários sectores da sociedade vieram já a público defender o bom nome do pretendente ao trono. Um dos mais activos foi o fadista Gonçalo da Câmara Pereira que considera que “a prostituição não é tão negativa como se possa pensar até porque é indispensável à satisfação dos impulsos do verdadeiro homem que é o homem marialva (ou seja, o homem que vai às putas) mas não me parece credível que um rei se deixasse envolver em práticas pouco dignas da sua condição.” Questionado sobre o facto de o rei não ser um verdadeiro homem, visto que este deve ser marialva, o fadista engoliu em seco e explicou que “um marialva tem um impulso sexual tão grande que não lhe deixa tempo para pensar no que diz. Agora com licença que está na hora de dar comer ao Mico.”

Outro elemento do clã, Nuno da Câmara Pereira, prefere não comentar quaisquer factos relacionados com D. Duarte que considera ser um “usurpador.” “O verdadeiro herdeiro do trono devia ser eu se houvesse justiça no mundo mas ainda não perdi a esperança. Quando for coroado, pretendo restaurar o absolutismo, reconquistar a Índia e ordenar que o meu fado do cavalo russo passe a ser o hino nacional,” explicou.

D. Duarte esforça-se por convencer uma opinião pública propensa a relacionar tudo o que diga respeito a Bragança com a prostituição e garante que não frequenta casas de passe ou bares de alterne até porque “nessas casas costumam trabalhar moças estrangeiras e parecia mal a um candidato a rei de Portugal ser visto com uma ucraniana ou uma brasileira nua ao colo. Se bem que eu ainda sou descendente por via materna dos imperadores do Brasil...” O duque acrescenta ainda que só foi uma ou duas vezes a Bragança em visita oficial e que nunca ficou até à noite, explicando que é “uma cidade de clima agreste e que fica longe de tudo” e que “foi por isso que os meus antepassados decidiram mudar-se para Vila Viçosa que classifica como “terra insuspeita e que até ver nunca foi capa de revista nenhuma.”

Governo tailandês corrige bispo: “A Tailândia é que não é Bragança”

O governo da Tailândia emitiu uma nota oficial em que pretende deixar claro que é a Tailândia que não é Bragança e não o contrário, como resposta a afirmações recentes do bispo de Bragança-Miranda, D. António Rafael, segundo as quais “Bragança não é a Tailândia,”.

As afirmações polémicas do bispo foram proferidas como comentário à reportagem da revista Time que descreve a cidade trasmontana como um centro de prostituição e, numa referência à reputação da Tailândia como país onde a prostituição é quase vista como um recurso natural.

A nota enviada à diocese de Bragança-Miranda está assinada pelo ministro tailandês dos Negócios Estrangeiros, Surakiat Sathianthai, e refere que “a Tailândia é um país com uma história de muitos séculos e com uma cultura riquíssima que não pode ser menosprezado por outros estados independentes e, muito menos, por um lugarejo perdido nas montanhas,” ou seja, a cidade de Bragança.

Noutro parágrafo, o ministro tailandês admite que “na Tailândia, a prostituição é um problema sério mas, pelo menos, não falamos com uma pronúncia estranha e não cheiramos a bode.” D. António Rafael evitou agravar ainda mais a polémica, limitando-se a afirmar: “Avisem lá esse pagão idólatra que é melhor cheirar a bode do que a elefante.”

O incidente alastrou a outras instâncias, nomeadamente à Câmara Municipal. O autarca de Bragança, António Nunes, lamentou o mal-entendido até porque “a nossa cidade sempre teve boas relações com países obscuros,” comentário que mereceu do primeiro-ministro tailandês, Thaksin Chinnawat, a seguinte resposta: “Obscura é a alternadeira da mãe dele.”

A questão tornou-se de tal forma incómoda para as relações diplomáticas entre Portugal e a Tailândia que o monarca tailandês, Rama IX, apelou à contenção e convidou o bispo e o presidente da Câmara para uma visita informal a Banguecoque com alojamento num dos palácios reais. A resposta ao convite foi um veemente “Vai-te lixar ó chinoca” a que um porta-voz do rei já respondeu nos seguintes termos: “Chinoca é o Buda que os pariu.”

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