Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Dossier:

Os estádios rejeitados do Euro 2004

Depois de termos tido acesso a documentos confidenciais da organização do Euro 2004 relativos às candidaturas apresentadas para receber jogos do torneio e que foram vendidos por Raquel Rocheta Cruz, esposa do apresentador Carlos Cruz, detido por suspeitas de pedofilia e antigo mentor da candidatura portuguesa, para custear despesas com um curso de alfabetização intensiva para adultos, a Inépcia apresenta em exclusivo alguns dos estádios rejeitados pelos organizadores pelas mais variadas razões. Porque o público tem o direito de saber.

Estádio Municipal de Bragança-Uma das hipóteses mais viáveis para levar o Euro ao interior do país, o estádio de Bragança teria 35.000 lugares totalmente cobertos, parque de estacionamento subterrâneo para centenas de viaturas, instalações de primeira categoria para os profissionais da comunicação social, acessos rodoviários e ligações a terminais de transportes públicos. No entanto, a autarquia bragantina seria traída por um pormenor que ditaria a rejeição da proposta por elementos mais retrógrados ligados à organização do torneio. Sob as bancadas do complexo, seria construída uma gigantesca superfície que funcionaria como o maior centro de convívio com mulheres de reputação duvidosa da Europa e garantiria milhares de turistas por ano à cidade e à região, modernizando o negócio do turismo sexual. Este gigantesco prostíbulo que seria baptizado com o nome “Alternáxia” acabou por ser responsável pela rejeição.

Estádio dos Barreiros XXI (parte integrante da Cidade Desportiva Alberto João Jardim)-O governo regional madeirense, sem perder tempo e desejoso de colocar a pérola do Atlântico na rota das grandes competições desportivas mundiais apresentou à organização do Euro uma proposta de renovação integral do estádio dos Barreiros no Funchal, aumentando-lhe a capacidade e dotando-o de infra-estruturas modernas. No entanto, um erro na concepção arquitectónica do projecto a cargo de um sobrinho de Alberto João Jardim e motivado por deficiente compreensão das regras do jogo fez com que o estádio proposto tivesse apenas um meio-campo e, consequentemente, uma baliza, o que permitiria marcar golos apenas a favor de uma das equipas no que poderia ser uma homenagem à imparcialidade e igualdade de oportunidades concedida aos vários partidos na política madeirense.

Estádio Municipal de Estarreja-Este recinto teria 30.000 lugares e seria integralmente financiado por empresas sediadas no município. A proposta arrojada de construir o estádio com tijolos aromáticos a cheirar a pinho com o objectivo de disfarçar o pitoresco e nauseabundo aroma com que Estarreja presenteia todos os que a visitam ou passam a menos de vinte quilómetros da cidade (os seus habitantes adquirem imunidade ao cheiro provocada por uma erosão gradual da mucosa do nariz), fazendo do estádio o maior aromatizador do mundo não convenceu a organização.

Estádio Pina Manique (Lisboa)-O velhinho estádio do Casa Pia foi uma das primeiras propostas apresentadas. Apesar do potencial motivado pela localização numa zona privilegiada de Lisboa, a proposta viria a ser rejeitada quando o jovem arquitecto responsável pelo projecto e ex-aluno casapiano se queixou de que alguns funcionários da Casa Pia lhe apalpavam o traseiro sempre que reunia com eles para dar conta do andamento dos trabalhos e ameaçou denunciar o caso às autoridades competentes.

Estádio José de Alvalade-Apesar de estar construído e de ter já jogos marcados durante o Euro 2004, o novo estádio de Alvalade foi rejeitado pela organização pelo facto de o projecto assinado por Tomás Taveira ser, de acordo com a terminologia técnica, “feio como os trovões” e em benefício do estádio municipal de Viseu. Infelizmente, devido a erro administrativo, houve uma troca de processos e só se deu pelo erro quando era já tarde de mais.

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