Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Explicado espanto de Portas: Ministro esperava ficar com a tutela da Defesa Nacional e da lingerie

Fizeram furor as imagens que mostravam a cara de espanto de Paulo Portas durante a tomada de posse do governo ao ouvir a leitura do nome completo do seu ministério que alia a Defesa Nacional aos Assuntos do Mar. Muitos avançaram com a hipótese de que o ministro teria reagido daquela forma por não saber até àquele momento que teria a tutela do mar mas Portas apressou-se a explicar que sabia perfeitamente quais as suas competências, apenas ficou surpreendido com a mudança de nome do ministério.

No entanto, a Inépcia está em condições de adiantar que tudo isto são tretas. O motivo do espanto deveu-se ao facto de Portas ter pedido a Santana Lopes para ficar com a tutela da Lingerie em simultâneo com a Defesa, uma área que considera de importância estratégica para a melhoria das condições de vida dos reformados e para a estabilização do déficit. O novo primeiro-ministro concordou, apesar de se assumir como um leigo na matéria enquanto que Portas conhece as problemáticas da lingerie na óptica do utilizador, e aceitou designar o líder do CDS como ministro de Estado, da Defesa Nacional e da Lingerie.

Numa reunião de última hora com os seus conselheiros informais num recanto mais sossegado da discoteca Kapital, Santana foi alertado para a estranheza que poderia causar junto da opinião pública a referência a roupa interior feminina no nome de um ministério e, fazendo justiça à sua reputação de catavento, tomou a decisão de substituir a referência à lingerie por uma mais discreta aos “Assuntos do Mar,” um eufemismo que revela a visão política do homem que fez da Figueira da Foz a praia com o maior areal do país.

Para Margarida Prieto, amiga íntima e conselheira política do primeiro-ministro, “trata-se apenas de uma questão de nomenclatura, não acha?” acrescentando que “só não vê quem não quer que a lingerie é uma coisa muito mais importante que o mar. Sei lá... imagine o que seria este país de peito farto se não existissem os soutiens e não sei quê.” Outra conselheira, Bibá Pitta, partilha da mesma opinião e vai mais longe, referindo que “afinal de contas, o mar é só água e o que não falta é gentinha a aliviar-se lá dentro. Ainda por cima é urina sem pedigree, não é como aquela que temos em Vilamoura que até é medicinal e faz maravilhas às queimaduras de solário.”

Quanto à paixão de Portas pela lingerie, já vem de há muito. Foi o primeiro dos irmãos Portas a usar soutien (a irmã Catarina era feminista militante na adolescência e achava que os soutiens eram uma imposição masculina à liberdade da mulher) e vestia o mesmo conjunto de corpete e cueca quando se filiou primeiro no PSD e depois no CDS e quando fundou o jornal “O Independente,” fazendo questão de o usar em todos os momentos decisivos da sua carreira, incluindo a recente tomada de posse. Poucos saberão mas durante as célebres visitas de Portas às feiras na última campanha eleitoral, o cabeça de lista do CDS usava sempre um wonderbra que fazia maravilhas pelo seu perfil em combinação com a boina de lavrador e o pullover pelos ombros.

A notícia foi recebida de forma positiva nos quartéis. Para um major da Força Aérea que pediu o anonimato e a quem vamos chamar “Vanda,” a lingerie é há muito um elemento impossível de dissociar dos assuntos da defesa. “Isso explica os problemas de equipamento que temos. O dinheiro que o Estado nos atribui não dá para nada porque os cintos de ligas estão pela hora da morte e não sobra dinheiro para munições e restante equipamento,” explica.

Ao que a Inépcia apurou, a tutela sobre a lingerie foi disputada por outro ministro também com um interesse pessoal na matéria. Trata-se de Nuno Morais Sarmento, ministro da Presidência no governo actual e no anterior, tendo trocado algumas palavras sobre o assunto com Portas durante a tomada de posse, momento também captado pelas câmaras de televisão. A devoção à causa da lingerie vem dos tempos em que era pugilista, tendo a sua carreira sido interrompida quando a Federação Portuguesa de Boxe resolveu proibi-lo de combater de soutien por achar que isso distraía o adversário.

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