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Farmacêuticos explicam que epidemia de Febre de Marburgo começou com aspirina vendida numa mercearia

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) anunciou em nota oficial à imprensa que a epidemia de febre hemorrágica de Marburgo que tem assolado o Norte de Angola foi provocada por uma embalagem de aspirinas vendida numa mercearia da cidade de Maquela do Zombo na província do Uíge, o epicentro do surto epidémico.

A aspirina, um dos medicamentos sem receita médica cuja venda o governo de José Sócrates pretende autorizar fora das farmácias, é provavelmente o analgésico e anti-inflamatório mais conhecido em todo o mundo. Quando devidamente comprado numa farmácia e tomado em doses adequadas não apresenta qualquer risco para a saúde mas, de acordo com a ANF, quando vendido fora das farmácias poderá provocar epidemias de doenças altamente contagiosas e letais.

"Nós avisámos," explica o presidente da ANF, João Cordeiro, "mas ninguém nos ligou nenhuma. Pensavam que estávamos só a tentar defender o negócio mas agora vêem como as coisas são. Tirem a exclusividade da venda de medicamentos às farmácias e teremos epidemias em Portugal. E não só de febre de Marburgo."

Estas palavras perturbadoras devem-se à convicção de que outros medicamentos sem receita médica podem provocar outras epidemias quando vendidos fora das farmácias de acordo com estudo encomendado pela ANF a uma pastelaria muito boa que há ali para os lados de Aveiras de Cima e que faz uns pastéis de feijão de comer e chorar por mais.

O estudo refere, por exemplo, um conhecido shampoo para parasitas capilares que, vendido numa drogaria ou hipermercado, pode provocar uma epidemia de peste bubónica ou um xarope para a tosse que, nas mesmas condições poderá provocar lepra. Para além disso, existirão outros medicamentos que poderão provocar calamidades naturais de vários tipos quando vendidos fora de farmácias mas não são referidos nomes para evitar alarmismos desnecessários.

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