Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
www.inepcia.com

TVI comemora 501 anos de carreira de Gil Vicente

A TVI está a preparar uma grandiosa gala comemorativa dos 501 anos de carreira de Gil Vicente, pai do teatro português e, ainda que de forma indirecta, pai dos grandes êxitos dramáticos da estação como “Olhos de Água,” “Anjo Selvagem” ou “A Jóia de África.”

“Vai ser uma festa de arromba,” promete José Eduardo Moniz, responsável pela programação do quarto canal, “Há muito tempo que Gil Vicente merecia uma homenagem televisiva em que pudéssemos mostrar o nosso agradecimento sentido pela sua dedicação à TVI.”

A gala será apresentada por Carlos Ribeiro, que apresentou recentemente uma gala semelhante comemorativa dos seus 30 anos de carreira, e por Fernanda Serrano que já prometeu despir-se em directo para que os portugueses vejam que não era ela a mulher do agora célebre clip pornográfico que tanto deu que falar.

Foi em 1502 que Gil Vicente se estreou com o “Monólogo do Vaqueiro,” também conhecido como “Auto da Visitação,” representado para a rainha D. Maria, esposa de D. Manuel I, aquando do nascimento do futuro rei D. João III.

Num dos momentos altos da gala, um contemporâneo ainda vivo do dramaturgo dará o seu testemunho emocionado acerca da nobreza de carácter de Gil Vicente. Ruy de Carvalho de lágrimas nos olhos contará aos portugueses como “o Gil era um gajo porreiro,” relatando o pitoresco episódio em que Ruy e Gil foram às moças ali numa casa para os lados de Campo de Ourique e acabaram a fugir dos padres da santa inquisição. Recorde-se que, alguns anos mais tarde, Ruy de Carvalho protagonizou a adaptação televisiva do “Monólogo” em 1950, naquele que foi o primeiro programa de ficção transmitido pela televisão portuguesa.

Filipe La Féria assumir-se-á publicamente como mentor póstumo de Gil Vicente e explicará o conceito revolucionário, de sua criação, que permite a alguém considerar-se mentor de uma pessoa que viveu séculos antes do seu próprio nascimento. “São óbvias as semelhanças entre o meu trabalho e o dele, por isso acho legítimo afirmar que inspirei muitos dos seus autos como, por exemplo, o pouco conhecido Auto do Pavão Inchado com Voz Rouca e Tiques Efeminados,” afirma.

No final, e depois de vários números musicais interpretados pelo cantor Toy e inspirados na obra vicentina, José Eduardo Moniz anunciará a estreia em breve da telenovela “Paixão Celestial”, inspirada no “Auto da Barca do Inferno” e que contará a história apaixonante de Joane (Marcantónio del Carlo) e do seu amor não correspondido pela alcoviteira Brízida Vaz (Fernanda Serrano), apaixonada por Simeão, o onzeneiro judeu (Diogo Infante) e pelo seu bode (Eunice Muñoz).

Recuar