GNR vai proteger jornalistas portugueses no Iraque
“Face aos acontecimentos mais recentes, decidimos que os efectivos da Guarda no Iraque dedicar-se-ão em exclusividade a escoltar os jornalistas portugueses destacados para cobrir os acontecimentos,” afirmou o ministro em conferência de imprensa realizada num jardim público onde Figueiredo Lopes costuma jogar às cartas com os reformados. Assim, a GNR passará a ter uma missão algo paradoxal mas de importância indesmentível. Caberá à Guarda Republicana assegurar a segurança dos jornalistas enviados ao Iraque para cobrir precisamente as actividades da GNR, ou seja, para cobrir as operações de escolta a eles mesmos, possibilitando-se assim que a comunicação social aborde o seu assunto preferido: ela própria. A decisão agora anunciada deve-se aos incidentes que envolveram recentemente alguns jornalistas portugueses. O caso mais mediático foi o do rapto do jornalista da TSF, Carlos Raleiras, que seguia num jipe com a jornalista da SIC, Maria João Ruela, e o seu operador de imagem. Ruela acabaria por ser baleada numa perna enquanto que Raleiras foi libertado depois de os raptores terem pedido um resgate milionário, só percebendo depois que o raptado era português. Ao que a Inépcia apurou, após confirmação da nacionalidade de Raleiras, não apenas o libertaram como lhe deram dinheiro para o táxi e um saco de plástico contendo uma sandes de queijo e um pacote de leite com chocolate. A
todos os que consideram disparatado enviar elementos da GNR para um país
distante, correndo risco de vida apenas para proteger jornalistas que
só ali estão por causa da GNR, o ministro responde que “quanto
mais jornalistas estiverem no Iraque, menos estão por cá
a desenterrar escândalos como, por exemplo, aquele que me envolve
a mim, ao meu colega da Cultura e a uma ovelha felpuda chamada Filomena,”
acrescentando em seguida que “não era bem isto que eu queria
dizer.” |