Hollywood procura novos talentos na classe política portuguesa
Ao que parece, o primeiro projecto para o qual será recrutado um político português como protagonista será o 22º filme da série James Bond. Para suceder a Pierce Brosnan, os produtores esperam contratar Pedro Santana Lopes, que já se mostrou disponível. “Sou um apreciador dos filmes do James Bond e seria um orgulho desempenhar o papel,” afirma. Colocado perante a opção entre a política e a carreira de actor, não hesita em considerar que “é difícil escolher entre ser político em Portugal e ser um actor conhecido em todo o mundo com um rendimento de milhões de dólares e com convites para as melhores festas do planeta e... esperem... Não é não.” Santana Lopes reúne as qualidades necessárias para dar vida ao agente secreto mais famoso do mundo não só a nível físico como também pela sua personalidade e nem os adversários negam o seu potencial. José Sócrates, colega de debates televisivos, admite que “muitas vezes, quando estamos frente a frente na televisão, chego a colocar a minha orientação sexual em dúvida.” No entanto, Santana Lopes não é o único político na mira de Hollywood. O deputado comunista Lino de Carvalho terá sido sondado por George Lucas para protagonizar o quarto filme da série Indiana Jones, substituindo Harrison Ford. Lucas explica a sua escolha pelo à-vontade com que Lino lida com relíquias no seu dia-a-dia e lamenta-se por não ter conseguido assegurar os préstimos do ministro Morais Sarmento para dar voz a Darth Vader. Entre os muitos políticos dos quais se diz poderem vir a protagonizar êxitos de bilheteira, destacam-se ainda Paulo Pedroso, que substituiria Daniel Radcliffe como Harry Potter (visto que Radcliffe já entrou na puberdade e não poderá manter o papel durante mais tempo) e Francisco Assis que muitos apontam como o próximo Rambo. A proposta de Mota Amaral para a produção de um filme de super-heróis baseado na sua vida com o título “Beatoman” foi recusada. |