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Imigrante ilegal angolano descoberto na direcção do PNR

O Partido Nacional Renovador, clone português da Frente Nacional de Jean-Marie LePen mas com um cariz mais humorístico que político, enfrenta a maior crise da sua curta história com a revelação de que um dos seus dirigentes é um imigrante ilegal angolano, o que contradiz a defesa de uma política de combate à imigração e a culpabilização dos imigrantes, sobretudo dos chamados “imigrantes étnicos,” por vários dos problemas que o país enfrenta.

O dirigente em questão é Nhakozi N’Gorongwena Iglésias, natural da cidade angolana de Malange e residente em Portugal sem documentos desde 1987. A sua nacionalidade e situação ilegítima só foram descobertas quando, durante reunião da direcção do PNR para avaliar os resultados eleitorais, se ouviram alguns acordes de kuduro provenientes de um carro que passava nas proximidades e, entre as expressões de nojo do resto dos presentes, Nhakozi não resistiu a erguer-se da cadeira, agitando freneticamente o corpo ao som do tórrido ritmo africano.

“Nunca tínhamos dado por nada,” confessa o presidente do partido, Paulo Rodrigues, “Sempre acreditámos que o Nhakozi N’Gorongwena fosse um português genuíno e um patriota como o resto dos militantes do PNR e, apesar de o apelido Iglésias ter origens espanholas, não íamos discriminar ninguém por um motivo desses.” Quanto à pele escura e às roupas africanas que usava no dia-a-dia, os colegas sempre acharam que fosse por morar num local soalheiro como a Costa da Caparica e por gostar de usar roupas largas até porque nunca ninguém o viu com uma camisola da NBA.

Esta revelação surpreendente promete dar ainda muito que falar, até porque Nhakozi era um dos candidatos à sucessão de Paulo Rodrigues como presidente do partido pela sua dedicação aos ideais nacionalistas. Ao que a Inépcia apurou, este angolano dedicado à causa da portugalidade não foi alvo de qualquer medida disciplinar e não será expulso da direcção nem do partido mas torna-se obrigatória uma reavaliação das posições do PNR em vários assuntos e até algumas mudanças estratégicas fundamentais. Uma dessas mudanças será a transferência do partido para Angola onde fará oposição ao MPLA e continuará a defender o slogan “Os portugueses primeiro!”

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