Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Manuel Luís Goucha escravizado pela TVI

O popular apresentador de televisão, Manuel Luís Goucha, apresentou uma queixa às autoridades acusando os seus actuais empregadores, a TVI, de escravização por ser forçado a trabalhar de forma contínua, só lhe sendo permitido repousar por alguns instantes quando as forças lhe falham e cai ao chão inanimado.

Goucha trocou a RTP pela TVI, assinando contrato para apresentar um programa matinal que conseguisse maiores audiências para a TVI num período dominado pela “Praça da Alegria,” programa da RTP até então a cargo do apresentador. Os problemas surgiram quando, depois de atingido o objectivo, a direcção da TVI começou a aproveitar-se da sua popularidade e boa vontade, entregando-lhe a responsabilidade de ser o anfitrião de emissões especiais como, por exemplo, a cobertura televisiva do desfile das marchas de Santo António em Lisboa.

“Não aguento mais,” refere o martirizado apresentador, “Levanto-me de madrugada para apresentar o ‘Olá Portugal,’ no fim do programa que dura várias horas, tenho de limpar o estúdio e fazer almoço para a equipa, para os convidados e para o público. Passo a tarde a alisar a franja da Manuela Moura Guedes com uma rebarbadora industrial enquanto ela me grita ‘Despacha-te, animal’ ao ouvido e à noite tenho de mudar as fraldas ao elenco dos ‘Morangos com Açúcar’ o que também não é brincadeira, especialmente porque aquele Pipo é um cagão.”

A direcção da TVI reagiu a estas afirmações, garantindo que Manuel Luís Goucha não faz mais do que aquilo a que está obrigado pelo contrato que assinou. José Eduardo Moniz referiu ainda que “muito boa gente neste país pagaria uma fortuna para poder mudar as fraldas ao Pipo e esse senhor queixa-se por sermos nós a pagar-lhe para o fazer.”

A questão dos pagamentos é outro dos motivos que leva o apresentador a falar em escravização. De acordo com o contrato, Goucha deveria receber no fim de cada mês o cachet combinado mas uma cláusula em que não reparou aquando da assinatura estipula que apenas em anos trissextos. “E agora expliquem-me lá o que raio é um ano trissexto?” pergunta.
O advogado da TVI responsável pela assinatura dos contratos garante que está tudo dentro da legalidade. “O senhor Goucha assinou o contrato, logo tem de se submeter ao que nele está escrito,” afirma, acrescentando que “se não leu as cláusulas que estavam num anexo de 85 páginas escrito com tinta invisível em tailandês e enterrado num cofre blindado a 300 metros de profundidade num local não assinalado da serra de Sintra, é lá com ele. Quanto aos anos trissextos, o Carlos Ribeiro também só é pago em caso de colisão de um asteróide de grandes dimensões com a Terra e anda sempre sorridente e bem disposto.
Está bem que a medicação ajuda mas não é tudo.”

Impossibilitado de resolver a sua situação por meios legais, Manuel Luís Goucha pede a compreensão dos portugueses para o seu problema. Até se encontrar uma solução que agrade a todas as partes envolvidas, não terá outro remédio senão continuar a apresentar edições especiais do “Olá Portugal” em directo da lota de Matosinhos sob um Sol escaldante durante o dia todo sem direito a mais do que pão bolorento e água suja. “O que me custa mais,” refere, “É que cada vez que a Maria José Valério vem ao programa cantar a marcha do Sporting, a produção obriga-me a fazer-lhe coisas. E não é só a cabeça que ela pinta de verde.”

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