Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Militares comentadores televisivos queixam-se de stress de guerra

Nove oficiais dos três ramos das Forças Armadas que prestaram serviços inestimáveis à nação como comentadores televisivos da Segunda Guerra do Golfo estão a ser submetidos a tratamento psiquiátrico para sarar problemas decorrentes da patologia conhecida como stress de guerra.

Recorde-se que estes nove militares foram recentemente condecorados pelo ministro Paulo Portas com a medalha da Defesa Nacional, galardão que visa recompensar os esforços de todos aqueles que contribuem para a defesa da pátria com o rabo confortavelmente instalado numa cadeira almofadada e enfrentando a luz dos projectores e a ferocidade das câmaras sem pensar na sua própria integridade física.

O stress de guerra é comum em veteranos de guerra que não conseguem ultrapassar o trauma provocado pelas situações por que passaram mas é a primeira vez que afecta militares que não participaram directamente em quaisquer acções bélicas mas que se limitaram a assistir a imagens televisivas a milhares de quilómetros de distância e num país que não participou no conflito.

O major Norberto Diarreia da Costa do Exército, regimento de culinária 15, foi um dos primeiros afectados. Durante a guerra prestou serviço no noticiário da TVI e passou por momentos difíceis. “Foi horrível. Ainda hoje acordo a meio da noite coberto de suor e convencido de que tenho a Manuela Moura Guedes debaixo da cama à espera de me fazer perguntas sobre o comprimento das metralhadoras dos iraquianos e a perguntar a toda a hora se, na minha opinião, o tamanho conta,” recorda.

Outro dos afectados é o capitão António Felismina Andacá da Força Aérea. Ao contrário de Diarreira da Costa que alterna momentos de sofrimento com outros em que consegue levar uma vida com um mínimo de normalidade, o capitão Felismina Andacá teve de ser internado quando começou a ter comportamentos aberrantes depois de cumprir uma semana como comentador residente do Telejornal da RTP 1. Entre os mais bizarros, contam-se o investimento de centenas de euros em acções de uma oficina pirotécnica de Santa Maria da Feira com o sugestivo nome de “PumPum e Filhos Lda” que, mais tarde, viria a descobrir-se ser fictícia; a compra de uma réplica em cera de tamanho natural da ministra da Justiça, Celeste Cardona; ou, o mais grave, a repetição constante da frase “este Cláudio Ramos é mesmo macho, quem me dera ser como ele” com ar convicto e sem o menor rasto de sarcasmo.

Uma equipa de psiquiatras pagos na totalidade pela fábrica de adubos Quimigal está já a estudar estes casos únicos de stress de guerra à distância e, por enquanto, a única explicação adiantada relaciona-se com um possível trauma motivado pela comprovação por observação directa de que é frequente os apresentadores de programas noticiosos não usarem qualquer peça de roupa da cintura para baixo e manterem anões contratados debaixo da mesa para lhes irem prestando favores sexuais durante a leitura das notícias do dia.


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