Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Ministros vendem o corpo para ultrapassar crise

A ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, anunciou, como mais uma medida de angariação de fundos para os cofres do Estado, que os ministros serão convidados a prostituir-se dois dias por mês a bem da Nação. Ferreira Leite dá o exemplo e confessa já ter recebido “lá em casa” dois empresários japoneses que contribuíram com 250 euros cada um para a solução do déficit. “Foi uma noite muito bem passada e enquanto o fazíamos discutimos a evolução do Japão moderno de estado feudal para potência industrial. Foi extremamente enriquecedor,” considera a ministra.

Esta medida poderá ter o seu quê de “sui generis” mas os especialistas em economia que a Inépcia embebedou para obter declarações gratuitas consideram que, depois do anúncio de venda de património público à Caixa Geral de Depósitos para arrecadar uns tostões, este seria o caminho lógico a seguir.

Ao que a Inépcia apurou, existirá uma tabela com preços diferenciados para cada ministro de acordo com as características, experiência e talento de cada um. Por uma questão de delicadeza, os serviços do primeiro-ministro serão os mais caros apesar de, dizem as más línguas, Durão Barroso ser quase tão inepto na horizontal como na vertical. Numa primeira fase, apenas os ministros deverão prostituir-se pela Pátria mas não está posta de parte a possibilidade de secretários de Estado e restantes membros do elenco governativo sejam chamados a dar o corpo ao manifesto. No entanto, o governo está receptivo a receber as receitas angariadas por qualquer governante que entenda prostituir-se por iniciativa própria, sabendo-se que alguns há que o fazem por prazer há vários anos, bastando-lhes começar a cobrar dinheiro pelos serviços prestados.

Prostitutas e políticos, consideradas as duas mais antigas profissões do mundo, são duas actividades que sempre andaram a par. Enquanto uns abdicam da sua dignidade em troca de dinheiro, adquirindo o estigma de uma profissão maldita e mal vista, os outros limitam-se a vender sexo.

Os interessados em recorrer aos serviços sexuais dos nossos ministros deverão contactar o assessor do primeiro-ministro para o proxenetismo e pedir informações sobre os preços e os serviços prestados por cada ministro. Adiantamos que, contrariamente ao que se possa pensar, o ministro Paulo Portas não veste roupa interior feminina por mais que se pague.
Manuela Ferreira Leite está segura de que esta medida vai ajudar o governo a ultrapassar a crise económica e a construir um futuro próspero para Portugal baseado no esforço dos genitais dos nossos governantes. Caso não resulte, existirá sempre a possibilidade de processar os autores deste texto até ao último tostão.

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