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Problema do molho inglês pode constituir violação da aliança luso-britânica

O núcleo filatélico-patriótico da Associação Portuguesa de Portugueses a Sério (APPS), instituição de créditos firmados na defesa da portugalidade e do coleccionismo, alertou para o facto de a venda em Portugal de molho inglês potencialmente cancerígeno importado do Reino Unido poder constituir uma violação séria da aliança secular entre portugueses e ingleses.

Para Viriato Álvares Cabral, presidente da APPS, a possibilidade de coincidência não se aplica neste caso. “É uma represália óbvia por termos eliminado a Inglaterra no Euro 2004. Os bifes sempre foram gente muito rancorosa,” explica.

De acordo com a teoria da conspiração que a APPS está a ultimar em colaboração com uma criança sobredotada e um bezerro bicéfalo (ambos protagonistas de reportagens exclusivas da TVI), existiria um plano concertado do MI-5 e de uma organização criminosa conhecida como “Máfia dos Condimentos” para inundar o mercado nacional com molho inglês nocivo e que só não foi bem sucedido devido à competência da nossa fiscalização alimentar e ao testemunho altruísta de um cidadão de paladar apurado que provou o molho e comentou para a esposa: “aqui há gato,” prova indesmentível de que algo estava mal visto que o gato não está entre os muitos animais domésticos usados no fabrico deste tempero.

A APPS apela a uma retaliação imediata com o objectivo de mostrar “que os portugueses não são para brincadeiras.” Esta retaliação poderá passar pela exportação para Inglaterra de conservas contendo pequenas quantidades de explosivo, o suficiente para provocar ferimentos ligeiros (afinal de contas, somos um povo de brandos costumes mesmo quando nos pisam os calos) que não alterarão o delicioso sabor da sardinha em óleo vegetal tão do agrado do consumidor nacional e estrangeiro.

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