Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Mota Amaral pede caipirinha a Lula

João Bosco Mota Amaral, presidente da Assembleia da República, pediu ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva que lhe trouxesse uma caipirinha durante a sua recente visita a Portugal. Recorde-se que Mota Amaral chocou Portugal e o Brasil ao ter exigido a Lula o cumprimento das promessas eleitorais durante o seu discurso na cerimónia solene que teve lugar no palácio de São Bento, referindo que chegou “a hora da verdade,” tendo sido criticado dos dois lados do Atlântico pela falta de tacto.

No entanto, o incidente da caipirinha vem explicar o sucedido. Ao que parece, Mota Amaral não saberia que o homem sentado a seu lado na tribuna era o presidente brasileiro. De acordo com o próprio: “é óbvio que se soubesse que era ele não tinha dito o que disse. Não sou tão indelicado como as pessoas possam pensar. Vi ali um barbudo ao meu lado e pensei que fosse um moço de recados privativo.”

As declarações polémicas não tardariam a ser remetidas para segundo plano quando, finda a cerimónia, Mota Amaral se voltou para Lula e lhe disse “ó rapaz, vá-me buscar uma caipirinha que estou a morrer de sede.” O presidente terá sorrido e ter-se-á esquivado delicadamente a aceder ao pedido, afastando-se do local mas Mota Amaral insistiu, perguntando mais tarde ao embaixador brasileiro em Lisboa, José Gregori, “onde estava aquele rapaz de barbas que tinha ficado de lhe trazer uma caipirinha e nunca mais.” As autoridades portuguesas e brasileiras terão concordado em camuflar o sucedido para evitar um incidente diplomático.

Posteriormente, o presidente do parlamento português apresentaria um pedido de desculpas em privado a Lula, afirmando ter “um grande respeito pelo povo irmão do Brasil” e ser sempre “muito bem atendido pelos empregados brasileiros dos restaurantes que frequento.” Mota Amaral concluiu o pedido de desculpas com a frase “os brasileiros devem ser mesmo um povo magnífico por não terem quaisquer problemas em eleger para o principal cargo da nação um homem tão feio e rude,” motivando um “muito obrigado” gaguejado por Lula.

Este comportamento da segunda figura da hierarquia governativa nacional aliado a outros do passado, motivou um coro de críticas vindas de figuras públicas de vários sectores e de cidadãos comuns que acusam Mota Amaral de viver “num mundo de fantasia só dele” de onde se recusa a sair e de não “compreender o que se passa à sua volta”. Mota Amaral respondeu a estas críticas, dizendo que “se há cidadãos que acham que eu vivo num mundo de fantasia só meu têm direito a pensar dessa maneira e é por isso que lá em São Miguel as pessoas costumam fazer um pastel grande à base de farinha de milho e sumo de abacaxi que decoram com passas e usam para enfeitar os cornos das vacas que puxam os andores em dias de procissão.”

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