Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
www.inepcia.com

Mulheres condenadas por abortar foram julgadas por tribunal a fingir

As mulheres condenadas pela prática de aborto foram julgadas por um tribunal fictício cujo objectivo era apenas assustar e dissuadi-las de voltar a praticar aquele acto hediondo de acordo com o ministro do Trabalho e da Segurança Social. "Não somos nenhuns monstros," explica Bagão Félix, "Aliás, os únicos membros do Governo que são monstros são a minha colega Celeste Cardona e o ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento mas não fazem mal a ninguém desde que recebam a sua ração diária de laca e pornografia, respectivamente."

Esta revelação vem confirmar afirmações proferidas pelo primeiro-ministro em que afirmava não pretender ver mulheres condenadas por fazer um aborto e que pareciam contrastar com as notícias que vieram a público em várias ocasiões e que deram conta, precisamente, da existência de mulheres condenadas por fazer abortos. Afinal, tratou-se apenas de uma manobra preventiva explicada por Bagão Félix: "A problemática dos abortos clandestinos é algo que me preocupa há muito tempo e, ao tomar esta medida, mostramos ter a abertura de espírito suficiente para usar métodos alternativos de evitar que mulheres influenciáveis caiam no vício hediondo da interrupção voluntária da gravidez. A prevenção é sempre a melhor resposta a qualquer problema."

As mulheres que supostamente teriam sido condenadas em tribunal, foram apenas sujeitas a um julgamento encenado e protagonizado por militantes pelo direito à vida, que não deixou de se reger pelos princípios da imparcialidade. Depois da "condenação," cada uma das mulheres que recorreram à interrupção voluntária ilegal da gravidez foi conduzida a uma cela improvisada onde cumprem neste momento as suas penas de prisão fictícia. Para o ministro da Segurança Social, "não há qualquer problema pois não se trata de uma prisão a sério e sim de um mero exercício pedagógico."

Para Isilda Josué Ribeiro e Fontelo, mãe de oito filhos, esposa de industrial de sucesso e presidente de movimento apologista do direito à vida, "é um passo positivo no sentido da erradicação desta prática terrível de uma sociedade que se quer humana e solidária. As mulheres que abortam têm de ser ajudadas a ultrapassar esta tendência homicida de forma razoável e cuidadosa apesar de serem umas grandessíssimas porcas," e acrescentando que "o aborto é inadmissível em Portugal até porque Badajoz não fica assim tão longe como isso."

Recuar