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Vamos a eles!

Ó Canadá, porque nos odeias?

Poderá parecer a um público menos avisado que a recente onda de deportações em massa de imigrantes ilegais portugueses no Canadá teve como principal motivo a subida ao poder do Partido Conservador e o desejo do novo primeiro-ministro, Stephen Harper, de agradar ao seu eleitorado com o cumprimento à letra da legislação canadiana relativa à imigração. Não podia estar mais longe da verdade. A antipatia inexplicável que os canadianos sentem por Portugal já vem de muito longe, de um período anterior mesmo ao estabelecimento do Canadá como colónia britânica e, mais tarde, como país independente. O ódio nunca foi explicado. Mas é possível fazer uma lista de alguns dos momentos mais marcantes nesta longa história de perfídia transatlântica.


-A Peste Negra chegou a Portugal no século XIV trazida por uma ratazana que flutuou desde a Nova Escócia, hoje uma província canadiana, numa canoa carregada com alimento e água doce suficientes para a manter viva durante a viagem. Suspeito no mínimo.

-Em 1472, o navegador português João Vaz Corte Real aportou à costa da Terra Nova, fazendo dele o primeiro navegador da era dos Descobrimentos a chegar à América do Norte. Quando, em 1497, John Cabot, fez o mesmo, os nativos da região comportaram-se como se fosse a primeira vez que viam um europeu, passando o mérito da descoberta para a Grã-Bretanha. Nenhum historiador conseguiu até agora encontrar uma explicação racional para este comportamento. Fizeram-no só por maldade.

-Durante a Primeira Guerra Mundial, uma divisão do contingente português recebeu ordens de um oficial do exército britânico para cercar e capturar uma pequena força alemã de apenas 80 homens posicionada em La Lys, na Flandres. Ao tentar fazê-lo, os portugueses perceberam que os 80 soldados alemães eram, na verdade, 50 mil efectivos do exército do kaiser e foram dizimados. O oficial britânico na origem do mal-entendido era canadiano.

-Em algumas partes do Canadá, miolos fritos de português são uma iguaria apetecível.

-O cantor canadiano Bryan Adams viveu parte da sua infância em Portugal. Pensa-se hoje que seria um espião precoce numa missão para reunir informações que pudessem mais tarde ser usadas contra nós.

-A actual bandeira do Canadá com a facilmente reconhecível folha de ácer ao centro foi adoptada em 1965. No entanto, a folha não constava do desenho original. A bandeira inicialmente proposta, e mais tarde alterada para manter as aparências, era assim:

-Ediberto Lima, o realizador e produtor responsável pela introdução em Portugal da “televisão em movimento” através de programas como “Muita Louco,” “Big Show SIC” ou “A Roda dos Milhões,” que tantas vítimas provocaram, não era brasileiro como habitualmente se pensa. Nasceu na cidade de Edmonton e recebeu aulas de português do Brasil pagas pelo governo canadiano.

-Celine Dion é canadiana. Se isso não bastasse como prova de más intenções, a popular composição “My Heart Will Go On” da banda sonora de “Titanic” tem uma versão com a mesma melodia e letra alterada que é tocada apenas dentro das fronteiras canadianas e nunca foi gravada. O título é: “Why does Portugal stink?”

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