Durão Barroso quer reforçar democracia iraquiana com oposição portuguesa
“Isto
é para mostrar a todos aqueles que me acusam de ser casmurro e
de não ter a frontalidade necessária para desistir de uma
posição impopular que não sou assim,” afirmou
o líder do governo. A ideia terá surgido com a constatação de que, quando a oposição a Saddam Hussein, e as várias oposições a essa, desempenharem cargos governativos, o país ficará sem forças políticas da oposição, podendo a oposição nacional desempenhar um cargo de importância incontornável para o funcionamento adequado da democracia iraquiana que lhe granjeará a gratidão de todo um povo. Lino
de Carvalho, deputado do PCP, considera um “verdadeiro ultraje”
a sugestão do primeiro-ministro. “É uma atitude que
não surpreende vinda de alguém que não tem qualquer
cultura democrática nem respeito pela diversidade de opiniões,”
afirmou. Também o deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda,
declarou à Inépcia ainda não estar informado sobre
a situação mas “se se trata de uma proposta de Durão
Barroso, por princípio, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda
é contra.” Durão Barroso desvaloriza as críticas e remete-as para o campo da “má vontade política e estreiteza de ideias a que alguns partidos da nossa oposição já nos habituaram mas que não lhes retira qualidades para ajudarem a democracia iraquiana.” Quanto ao facto de, no caso de a sua proposta ser aceite, Portugal ficar sem uma oposição, o primeiro-ministro considera que “o país não precisa de oposição neste momento particular da nossa história. Os portugueses têm confiança plena no seu governo. A oposição faria falta se, por exemplo, tivéssemos um executivo composto por pessoas de competência duvidosa e sobre algumas das quais recaíssem fortes suspeitas de compadrio e corrupção.” |