Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Presos preventivos exigem ser ouvidos pelo tribunal da consciência de Fátima Felgueiras

Um grupo de presos preventivos a aguardar julgamento nas prisões de Portugal levou a cabo uma recolha de assinaturas com o objectivo de exigir às autoridades competentes que sejam ouvidos pelo tribunal da consciência da autarca foragida, Fátima Felgueiras que, como é sabido, a aconselhou a sair do país para evitar ser presa preventivamente.

“Também temos direito a ser julgados por um tribunal em que há mais opções para além da culpa e da inocência,” afirma Sebastião Matos, também conhecido por “Quim Ranholas,” preso por suspeitas de envolvimento em tráfico de droga depois de uma revista à sua residência em que a Judiciária encontrou quatro toneladas e meia de cocaína em bruto que Quim jurou ser para consumo próprio.

Um dos principais motivos por trás do abaixo-assinado, para além da falta de algo melhor para fazer, foi a constatação de que, ao contrário do que sucede, no sistema judicial oficial, no tribunal da consciência de Fátima Felgueiras, um arguido pode ser considerado culpado, inocente ou aconselhado a fugir para o Brasil, o que constitui um avanço considerável em relação aos tribunais comuns em que só existem duas possibilidades.

O jurista em part-time, Carlos Monteiro Lobato, sapateiro de profissão, considera que a exigência dos presos preventivos poderá não ser bem aceite porque “o tribunal da consciência de Fátima Felgueiras (TCFF) nunca foi reconhecido como fazendo parte oficial da máquina judicial portuguesa.”

Especialistas em direito constitucional vão mais além e adiantam que um reconhecimento oficial do TCFF poderá ser problemático porque abriria caminho ao reconhecimento oficial de outros tribunais de consciência. A Inépcia sabe que há um grupo de presos que exigem ser ouvidos pelo tribunal da consciência do padre Frederico Cunha, uma instância que pode condenar ou absolver os arguidos ou, em alternativa, forçá-los a tornarem-se guias espirituais de comunidades gay em países tropicais.

Quanto a comentários da própria Fátima Felgueiras, o advogado Paulo Ramalho introduziu-lhe a mão pelo recto acima e usou os seus dotes de ventríloquo para dizer com pronúncia felgueirense que “não tenho nada a dizer a esse respeito. Só espero que seja feita justiça. Viva Felgueiras!” enquanto Fátima movimentava os lábios.

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