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Ministra da Educação revela que professores estão a ser raptados por extraterrestres

A ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, decidiu explicar finalmente porque sempre insistiu que a existência de escolas encerradas ou com falta de professores se devia a docentes que adoeceram e tiveram de pedir baixa. “Não foi uma mentira mas sim uma ocultação da verdade com o objectivo de evitar o pânico da população,” afirma, “mas, como a situação não dá mostras de se modificar tão cedo, achei que o melhor era explicar aos portugueses o que realmente se passa.”
A ausência dos professores deve-se, de acordo com um estudo levado a cabo por técnicos contratados pelo ministério após o atraso na colocação dos professores, ao rapto destes por criaturas extraterrestres que os mantêm em cativeiro por motivos que permanecem por apurar, não se descartando a possibilidade de experiências científicas, actos de perversão sexual ou mesmo necessidade de equiparar o aproveitamento escolar do planeta de origem ao que se regista em Portugal e que faz do nosso país um exemplo a seguir.
Maria do Carmo Seabra garante que existem provas fotográficas do rapto de um professor de Matemática em Abrantes e que serão tornadas públicas em tempo adequado. “Agora não pode ser porque, devido ao tipo de câmara utilizada, trata-se de material muito difícil de forjar... e quando digo forjar quero dizer revelar, claro está,” explica a ministra.
Os extraterrestres são descritos como apresentando semelhanças notórias com o deputado do PSD e ex-ministro, Marques Mendes, mas sem óculos, o que poderá ser um indício de que estas criaturas possuem uma visão mais apurada do que a humana, e com pele esverdeada, antenas e com o risco do penteado do lado oposto da cabeça. Comunicam de forma verbal, sem recurso a telepatia, falando uma língua que parece um cruzamento entre o húngaro e Alberto João Jardim a discursar depois de oito copos de whisky.
Entretanto, o governo apelou aos profissionais da comunicação social para não voltarem a sugerir à ministra que se recusa a admitir que há professores que ainda não foram colocados nas escolas respectivas e que inventa desculpas esfarrapadas que não convencem ninguém pois este tipo de coisa dá enxaquecas à senhora. Na nota oficial enviada pelo governo, refere-se que “a ministra compreende a gravidade da situação até porque também espera ansiosamente pelo início das aulas para concluir finalmente o quinto ano de escolaridade.”