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Pinto da Costa será o novo director do SIS

De acordo com informações exclusivas a que a Inépcia teve acesso, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, está em vias de ser nomeado para o cargo de director-geral do Serviço de Informações e Segurança (SIS). A sua constituição como arguido do processo de corrupção no futebol conhecido como “Apito Dourado” terá sido apenas uma operação de fachada destinada a cobrir as intenções do Governo e atenuar o impacto de uma decisão polémica como esta promete ser.

Também enquadrada nesta estratégia esteve a recente substituição do director-geral adjunto do SIS, Arménio Ferreira, por Saramago Pinto, um coronel que escreve métodos de solfejo e cria chinchilas nas horas vagas. O objectivo seria provocar a indignação das forças políticas da oposição e da sociedade civil, o que acabou por acontecer, suscitando receios de partidarização do serviço e levando à inevitável substituição de toda direcção, incluindo a actual directora-geral, Margarida Blasco, que seria então substituída à última hora por Pinto da Costa, esperando-se que o choque provocado por tal decisão fosse suficiente para impedir críticas até o facto já estar consumado.

As informações foram facultadas por alguém que, até há pouco tempo, teve acesso privilegiado a informações relativas às decisões do executivo de Santana Lopes e que pediu anonimato pelo menos até ao lançamento próximo da sua autobiografia: “Henrique Chaves-Quando se Zangam as Comadres.”
A escolha de Pinto da Costa deveu-se à constatação óbvia das suas qualidades para levar a cabo actividades de grande secretismo, conseguindo comportar-se de forma tão obviamente comprometida que todos deixam imediatamente de acreditar que tenha alguma coisa a esconder.

A direcção do SIS encabeçada por Pinto da Costa terá como adjuntos Reinaldo Teles, Guilherme Aguiar, o cantor popular Quim Barreiros que ficará encarregue de animar os trabalhos na sede do SIS, em breve transferida para um edifício isolado e com grades nas janelas nos arredores de Amarante, e o humorista Fernando Rocha, responsável pelo delicado trabalho de encriptação em palavrões das comunicações entre os operacionais.

Ao que parece, a nova direcção terá como objectivos principais continuar a garantir a recolha de informações essenciais à manutenção da segurança interna do país e à prevenção de actos de sabotagem, espionagem ou terrorismo e, ao mesmo tempo, garantir que o Benfica não ganhe um jogo nos próximos vinte anos, projecto que contará com a colaboração esforçada dos jogadores, direcção e equipa técnica do clube da Luz.
Quanto à notícia que dá como certa a nomeação do major Valentim Loureiro para a direcção da Polícia Judiciária, continua por confirmar.