Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Novos submarinos vão chamar-se "Demagogia" e "Impunidade"

Os dois submarinos com que o Estado português pretende equipar a Marinha, apesar de ainda não terem sido adquiridos, já têm nome. Um deles chamar-se-á “NRP (Navio da República Portuguesa) Demagogia” enquanto que o outro será baptizado “NRP Impunidade.” As novas embarcações deverão substituir em breve o “Delfim”, o “Albacora” e o “Barracuda,” os últimos submarinos a integrar os meios operacionais da Armada e que já não se encontram operacionais.

Os novos nomes, que poderão causar alguma estranheza, foram escolhidos pessoalmente pelo ministro da Defesa, Paulo Portas, que pretendeu romper com a tradição existente, verificando-se que todos os submarinos que estiveram ao serviço do país, desde o “Espadarte” em 1910, sempre foram baptizados com nomes de criaturas marinhas. “Acho que está na altura de Portugal assumir a sua modernidade perante o mundo. Submarinos com nome de peixe é uma coisa muito retrógrada. Os nomes que escolhi reflectem na perfeição a realidade do país que temos, uma realidade virada para o futuro e para o progresso contínuo, rumo a um mundo melhor,” afirmou.

Quanto à necessidade absoluta de Portugal possuir uma marinha de guerra equipada com submarinos, algo que, por vezes, o público não consegue compreender, o almirante Diarreia da Costa, especialista em assuntos navais contactado pela Inépcia na sua residência para velhos lobos do mar incontinentes, considera que “um submarino faz muita falta por várias ordens de razões, sendo as primeiras mais importantes do que as segundas. E para além disso, não termos submarinos parece mal nos exercícios da NATO.”

De acordo com fontes do ministério da Defesa, os dois submarinos, que serão brevemente encomendados a um consórcio alemão, serão usados, sobretudo, para combater o tráfico de droga em águas territoriais portuguesas e a imigração ilegal por via marítima. Confrontado com o impacto negativo de um título como: “Submarino português afunda traineira carregada com imigrantes marroquinos” nos meios de comunicação internacionais, Paulo Portas escusou-se a comentar com um sorriso esperançoso.
Recorde-se que os últimos submarinos da Armada entraram ao serviço na década de 60 e foram desactivados ao longo dos últimos anos, após um longo período de actividade operacional intensa, entendendo-se por “actividade operacional intensa” um corrupio diário de mecânicos num esforço sobre-humano para os manter à tona de água.

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