Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Portugal tem primeiro governo transgénico da Europa

Para que não se diga que o nosso país anda sempre atrasado em relação aos seus parceiros europeus, a Inépcia adianta em primeira mão que Portugal é o primeiro estado da Europa a ser governado por um governo transgénico, ou seja, por um executivo formado por ministros que foram sujeitos a aperfeiçoamentos a nível genético com o objectivo de melhorar o seu desempenho.

A notícia foi veiculada por um secretário de estado anónimo na conferência de imprensa clandestina que, todos os meses, tem lugar num vão de escada pouco iluminado e onde são anunciados novos escândalos todos os meses para manter os mecanismos de desmentido veemente do governo oleados. Este mês, existiam dois escândalos à escolha. Um deles, era a revelação do passado escabroso do ministro do Ambiente, Amílcar Theias, que terá alegadamente cometido actos alegadamente anti-natura com diversos alegados utensílios de alegada cozinha que seriam, na altura, alegadamente menores de idade e com destaque especial para uma colher de pau firme e polida particularmente provocante e que já antes tinha tido problemas do mesmo género e com uma reputação conhecida em toda a vizinhança de ser uma “grandessíssima badalhoca.” No entanto, escândalos sexuais envolvendo políticos já estão muito batidos e optámos por abordar a revelação da existência de ministros transgénicos no actual governo.
Não se sabe ao certo quantos são os ministros com genes manipulados nem se conhece a sua identidade mas, ao que a Inépcia apurou, tratar-se-á de um número superior a um e inferior a cinquenta e oito.

As alterações genéticas foram levadas a cabo por uma equipa de cientistas cabo-verdianos contratada pelo governo pouco após a vitória do PSD nas eleições com o objectivo de garantir que Durão Barroso e a sua equipa estariam à altura do desafio, preocupação que deriva do facto de a demissão inesperada do anterior primeiro-ministro, António Guterres, ter precipitado a subida ao poder de um conjunto de pessoas que não esperaria chegar ao poder tão cedo.

De acordo com o professor Nilton Djão, do Instituto de Genética, Mornas e Coladeras (IGMC) da cidade da Praia, “manipulaçon genéticu ta representa um melhoria considerável di capacidadis di qualquer governante” e considera que os portugueses ficarão satisfeitos com a prestação dos ministros mais tarde ou mais cedo nem que seja só pelo sentido mais apurado do ritmo que lhes foi incutido pelos especialistas da terra de Cesária Évora e que melhoraram de forma considerável a kizomba do ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes.

Sem qualquer tipo de certeza e da forma totalmente irresponsável e contrária aos princípios da deontologia jornalística a que já habituámos o público, podemos adiantar algumas hipóteses em relação à identidade dos ministros transgénicos e à natureza dos cruzamentos genéticos efectuados. Assim, o ministro Bagão Félix resulta obviamente de um cruzamento entre coruja (basta notar os olhos permanentemente arregalados) e rabanete; a ministra Manuela Ferreira Leite possui genes de cabra e centopeia, dois animais com reconhecidas competências na área da economia, enquanto que o ministro Paulo Portas é fruto de um cruzamento entre os códigos genéticos de um borrego efeminado e de um primo afastado do falecido Dr. Oliveira Salazar com muito pouco jeito para a política. O próprio primeiro-ministro terá visto o seu código genético enriquecido com genes humanos.

Existirão mais ministros transgénicos (ou talvez não) mas, nalguns casos, os cruzamentos com animais ou plantas são tão óbvios que nem vale a pena enunciá-los (recorde-se que o ministro Morais Sarmento foi visto recentemente a perseguir um carro e a urinar em postes de iluminação pública nas imediações da Assembleia da República).
De salientar ainda que, para além de ser o primeiro país da Europa com um governo transgénico, Portugal é também o segundo país no mundo a optar por esta via, depois da Bolívia que, desde 1995 é governada exclusivamente por políticos que resultam de uma mutação entre a couve roxa e o tamboril.

A organização ecologista Greenpeace manifestou o seu desagrado junto do governo português por considerar que os políticos transgénicos poderão ser nocivos à saúde pública mas, depois de constatar o que o governo PSD-CDS tem feito ao longo dos últimos anos, concordou que as coisas só podiam melhorar.

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