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Turquia garante que não há quase nada a temer da sua adesão à União Europeia

O governo de Ancara está empenhado em mostrar à opinião pública mundial que não há praticamente motivos nenhuns para os europeus temerem a entrada da Turquia na União Europeia com uma ou outra excepção sem importância.

Quem o diz é o próprio primeiro-ministro, Recep Erdogan, segundo o qual “inicialmente, o nosso único objectivo era entrar na grande família europeia e sermos um estado-membro exemplar mas, depois de constatarmos que parece haver um clima de medo provocado pela adesão turca, achamos que temos margem de manobra para avacalhar um bocado. Afinal, não podemos ter só a fama sem o proveito.”
Assim, logo que esteja concluído o progresso negocial e ultrapassadas as questões sensíveis como a questão de Chipre, do Curdistão ou dos direitos humanos, a Turquia entrará na União Europeia como membro de pleno direito e promete dar início a um regabofe de proporções otomanas como o velho continente não via há vários séculos.

“Mas não há motivo para preocupações,” considera o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gul, “Afinal, vocês já estão todos à espera de qualquer coisa deste género, não é? Estaremos só a fazer-vos a vontade.”

Uma das iniciativas turcas prometidas para os primeiros momentos após a adesão será a violação ritual de todas as europeias, cabendo a cada cidadão turco violar pelo menos duas vítimas, independentemente do país de residência, podendo este número ser reduzido por motivos de saúde ou por questões relacionadas com a idade.
Seguir-se-á o cerco à cidade austríaca de Viena, uma recriação histórica da batalha que os turcos perderam no final do século XVII, mas com a particularidade de, desta vez, pretenderem sair vencedores.

Uma das questões que mais tem melindrado a consciência dos europeus é o facto de a maioria da população turca ser muçulmana. Também a este respeito, Recep Erdogan garante que os europeus não têm quase nada a temer. “É sabido que a Turquia é um estado laico mas prometemos que, mal entremos na União Europeia, vai haver pelo menos 5 ayatollahs em cada esquina,” explica. Resta-nos aguardar pelo início da diversão.