Inépcia: s.f. (do latim "ineptia) 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Tuvalu junta-se à coligação anti-terrorista

Tuvalu, pequeno estado insular do pacífico, manifestou a sua disponibilidade para aderir à coligação internacional contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos de acordo com o primeiro-ministro, Saufatu Sopoanga, em carta endereçada a George W. Bush e divulgada nos meios de comunicação internacionais.

“O povo de Tuvalu não gosta de terrorismo e estamos dispostos a quase tudo para acabar com essa ameaça à segurança da humanidade e à estabilidade no mundo,” considera o primeiro-ministro.

A decisão de aderir à coligação internacional surge após prolongada discussão nas esferas de decisão do país e foi agravada pelo surto de actos terroristas que se tem feito sentir nos últimos meses. No dia 21 de Fevereiro, o atol de Funafuti, capital de Tuvalu, foi abalado por um vidro partido nos escritórios do ministério dos negócios estrangeiros, ou seja, a terceira sala a seguir à casa-de-banho no edifício onde funcionam o governo do país e a maior loja de pneus de todo o arquipélago. Do atentado resultaram vários estilhaços de vidro e a destruição da caneca preferida do ministro dos Negócios Estrangeiros que, por acaso, também desempenha o cargo de primeiro-ministro. De acordo com o presidente da Cruz Vermelha de Tuvalu, cargo que acumula com os de primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, “a caneca pode colar-se mas, por muito pouco, não ficava irremediavelmente destruída.”

Desconhece-se a autoria do atentado mas as autoridades encontraram um coco no chão do escritório que está a ser submetido a análise no laboratório nacional de investigação criminal, situado na arrecadação no vão de escada ao fundo do corredor onde costumam estar dois baldes azuis. A teoria de que o incidente teria sido provocado pela queda de um coco do coqueiro que se ergue por cima do edifício já foi colocada de parte pelo inspector-chefe da polícia de Tuvalu, Avaki Sopoanga, irmão do primeiro-ministro, que não hesita em afirmar que “este é o caso mais grave da história criminal de Tuvalu desde que a porta da frente do ministério da saúde foi derrubada por um furacão.”

Recorde-se que Tuvalu é uma antiga colónia britânica independente desde 1978. O país tem uma área de 26 km2, sendo o quarto estado independente mais pequeno do mundo, e cerca de 12 mil habitantes, mais habitante menos habitante. É composto por uma série de atóis e está sujeito a desaparecer se o nível das águas continuar a subir devido ao aquecimento climático provocado pela poluição atmosférica. Recentemente, Tuvalu tornou-se conhecido do mundo ao disponibilizar o seu domínio na internet (.tv) para utilização comercial.

No caso de a entrada na coligação ser aceite, as autoridades de Tuvalu comprometem-se a disponibilizar o território para apoio logístico às forças da coligação e mostram interesse em enviar as suas forças armadas para o combate, no caso de ele não ter muito trabalho lá na oficina. O primeiro-ministro afirmou que “as forças aliadas serão bem recebidas no nosso país e o nosso aeroporto está à disposição das aeronaves desde que nos deixem os domingos e os sábados livres porque na pista realizam-se os jogos do campeonato nacional de râguebi que entrou agora na fase emocionante.”

Com esta iniciativa, Tuvalu pretende também atrair a atenção do mundo através da participação do primeiro-ministro em cimeiras de líderes seguindo o exemplo português mas com uma nuance ligeira explicada pelo ministro das finanças, Bikenibeu Paeniu: “Vamos fazer questão de que o nosso primeiro-ministro não fique nas extremidades para evitar que fique fora das fotografias como aconteceu com o primeiro-ministro português.”

Em relação à possibilidade de Tuvalu voltar a ser palco de acções violentas ou mesmo de ser atacado por um país do eixo do mal, o presidente da Cruz Vermelha e o chefe do estado-maior das forças armadas concordam nas medidas a tomar. Taumatui Sopoanga, sobrinho do primeiro-ministro que acumula os dois cargos, considera que “o povo de Tuvalu está preparado para se refugiar nas nossas montanhas e iniciar um movimento de resistência a qualquer invasor.” Recorde-se que o ponto mais alto do arquipélago se situa a uns impressionantes quatro metros acima do nível do mar.


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