Veterinário alerta para surto de doença em Portugal que afecta classe política
O surto foi detectado após um eurodeputado português se ter comportado de modo invulgar no decorrer de uma sessão parlamentar. Dizem os colegas que o eurodeputado, que permanece no anonimato, se levantou quando um colega finlandês falava sobre os apoios à silvicultura e subiu para cima da bancada, baixando as calças até aos tornozelos e gritando “tu queres é disto” enquanto apontava para as nádegas. Foi de imediato conduzido à clínica veterinária do dr. Kerkhoven em Bruxelas onde, após testes intensivos se revelou padecer da Febre Histérico-Imbecil do Congo, uma doença que afecta o sentido do ridículo e vai degradando gradualmente a vergonha dos políticos contagiados, podendo conduzir a um estado que os especialistas designam por “albertojoãojardinite.” A doença foi diagnosticada pela primeira vez no Congo Kinshasa na década de 60, num período que coincidiu com a independência da colónia belga, tendo o vírus sido identificado alguns anos mais tarde em 1971 por cientistas egípcios. Foi Patrice Lumumba, chefe do primeiro governo congolês independente, o primeiro doente identificado. De acordo com relatos da época, quando foi avisado de que o coronel Mobutu, líder dos militares revoltosos, pretendia capturá-lo, Lumumba saiu disparado pelo corredor do edifício-sede do governo, equilibrando um vaso de geribérias na cabeça e cantando a Marselhesa. Só houve tempo de proceder a exames superficiais visto que o paciente foi fuzilado pouco tempo depois. O eurodeputado português efectuou recentemente uma deslocação oficial à Zâmbia e a proximidade entre este país e o Congo-Kinshasa poderão indiciar que foi este o local do contágio. A caminho de Bruxelas, terá passado por Lisboa onde terá permanecido durante quinze dias, permanência que estará na origem do surto. Em Bruxelas, eurodeputados e funcionários do parlamento foram submetidos a exames e nada indica que existam mais casos. No entanto, notícias divulgadas pela televisão belga dando conta das reacções dos políticos portugueses aos muitos escândalos que têm abalado o país, alertaram o doutor Kerkhoven que reconheceu no comportamento de várias personalidades cimeiras da política nacional os sintomas da Febre Histérico-Imbecil do Congo. A Febre Histérico-Imbecil do Congo é altamente contagiosa transmitindo-se de político para político a uma velocidade vertiginosa através de apertos de mão, moções de censura ou troca de ajudas de custo. Quando detectada a tempo pode ser curada através de eutanásia gradual, seguida de incineração da carcaça e distribuição do conteúdo da conta bancária pelos familiares, amigos, amantes e proxenetas de confiança. Por enquanto, não se sabe se a doença pode ser transmitida aos humanos. |